Coaching de vendas é daquelas tarefas que todo gestor comercial concorda que importa e quase nenhum faz com regularidade. Ouvir calls, cruzar com os números e escrever um plano para cada pessoa do time toma tempo, e o tempo do gestor costuma ir para fechar o mês.
Num vídeo curto de setembro, a ClickUp mostra como Kyle Coleman, de marketing e SDR, resolveu isso com um agente que ele chama de Coaching Coach. O agente prepara o plano de cada SDR todo mês. O gestor continua decidindo.
Neste artigo
- O que o agente junta para cada SDR
- O gestor revisa e pode sobrescrever, com evidência
- Um leaderboard aberto por competência
- Algumas horas para montar
- Nossa leitura: por onde começar
- Fontes
O que o agente junta para cada SDR
Todo mês, o agente monta um plano de coaching por SDR com três tipos de informação:
- Atingimento de meta do período.
- KPIs puxados de fontes conectadas.
- Uma nota em 7 competências, que foram definidas pela gestão. Para dar essa nota, o agente lê as transcrições das calls gravadas pelo AI Notetaker.
Repare que as competências não vêm do agente. Quem define o que é um bom SDR é a gestão. O agente só aplica o critério às conversas reais.
O gestor revisa e pode sobrescrever, com evidência
Antes de o plano chegar ao SDR, o gestor revisa a avaliação. Se discordar de uma nota, ele pode sobrescrever, apresentando evidência. Só depois disso o plano é gerado e o SDR é avisado para o 1:1.
Na nossa leitura, esse passo é o que torna o modelo aceitável para o time. A IA faz o trabalho pesado de ler e cruzar, mas a avaliação que chega ao vendedor tem a assinatura de uma pessoa.
Um leaderboard aberto por competência
O segundo elemento é um leaderboard aberto, com uma nota composta para cada competência. A ideia, segundo o vídeo, é que quem tem nota 3 numa competência procure quem tem 5 para pedir ajuda.
Nossa leitura: o ranking passa a mostrar quem é referência em cada habilidade, e o coaching passa a acontecer também entre colegas, não só do gestor para o SDR.
Algumas horas para montar
Segundo o vídeo, o agente levou algumas horas para ser montado. A lógica é resumida como “construir o próprio SaaS nos trilhos do ClickUp”.
Nossa leitura dessa frase: em vez de procurar uma ferramenta separada para coaching, a ideia é aproveitar o que já está no workspace (metas, KPIs conectados, transcrições) e deixar o agente fazer a costura.
Nossa leitura: por onde começar
O vídeo é curto e não detalha a configuração, então não dá para copiar o agente passo a passo. Mas o desenho é claro e serve de roteiro:
- Escreva as competências antes do agente. Sem um critério escrito pela gestão, a nota da IA não significa nada.
- Garanta as transcrições. O agente só avalia o que foi gravado. Se metade das calls acontece fora do Notetaker, a nota vai refletir só a outra metade.
- Mantenha a revisão humana. O gestor revisa, sobrescreve com evidência e só então o plano sai. É o modelo de agente supervisionado aplicado à gestão de pessoas.
- Combine a transparência com o time. Um leaderboard aberto funciona quando todos entendem que ele serve para pedir ajuda, não para expor ninguém. Converse com o time antes de publicar.
Se você ainda está estruturando o funil comercial no ClickUp, comece por agentes para vendas: briefing, atribuição e follow-up. O coaching vem depois, quando já existem dados e calls gravadas para o agente ler.
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Fontes
Os vídeos citados são do canal oficial da ClickUp no YouTube. Os resumos são da Audatia e o que aparece como leitura nossa é opinião. Recursos e planos do ClickUp mudam com frequência; confira o estado atual antes de decidir.


