Quem participa de licitação conhece o ritual. Chega um edital longo, alguém lê de ponta a ponta, marca cada exigência com caneta ou num arquivo à parte, e depois distribui o que cada área precisa providenciar. Se um item escapa nessa leitura, a proposta pode cair por um detalhe.
A ClickUp publicou um vídeo de um minuto que resolve a parte mais braçal desse processo. O exemplo é um RFP (pedido de proposta, na sigla em inglês), mas a lógica serve para edital, cotação ou termo de referência.
Neste artigo
- O que o vídeo mostra
- Por que uma tarefa por requisito muda o processo
- Como adaptar para editais e licitações no Brasil
- Onde a pessoa continua indispensável
- Por onde começar
- Fontes
O que o vídeo mostra
O fluxo tem três peças:
- O RFP chega por um formulário do ClickUp, com o documento anexado.
- Um Super Agent lê o conteúdo do anexo.
- O agente cria uma subtarefa para cada requisito ou pergunta que encontra no documento.
É só isso, e é bastante. O documento deixa de ser um arquivo que alguém precisa lembrar de reler e vira uma lista de itens que dá para atribuir, comentar e acompanhar.
Por que uma tarefa por requisito muda o processo
Nossa leitura: o ganho maior não é o tempo de leitura. É o controle depois dela.
- Cada requisito ganha um responsável. O jurídico fica com o que é jurídico, o técnico com o que é técnico.
- Cada requisito ganha um status. Dá para ver, de longe, quanto falta para a proposta ficar pronta.
- Cada dúvida vira uma conversa dentro da tarefa, e não se perde no e-mail.
- Nada depende da memória de quem leu o documento.
Como adaptar para editais e licitações no Brasil
O vídeo mostra a versão básica. Para o contexto brasileiro, é aqui que nós começaríamos os testes. São sugestões nossas, não recursos mostrados no vídeo:
- Formulário com os dados do certame. Órgão, número do edital, objeto e data da sessão em campos próprios, além do anexo. Assim a tarefa-mãe já nasce identificada.
- Instruções que separam os tipos de item. Peça ao agente que diferencie exigências de documentação, exigências técnicas e pontos que merecem pedido de esclarecimento. Teste com um edital que você já conhece bem antes de confiar no resultado.
- Um modelo de lista para licitações. Com status pensados para o processo, como “a providenciar”, “em revisão” e “pronto”.
Se você nunca configurou um agente, a anatomia de um Super Agent explica onde ficam instruções, gatilhos e ferramentas.
Onde a pessoa continua indispensável
Edital não perdoa item esquecido. Por isso, o agente faz a primeira passada e uma pessoa confere a lista contra o documento original antes de distribuir as tarefas. É o desenho de agente supervisionado: o agente prepara, a pessoa valida.
A decisão de participar, o preço e a assinatura da proposta continuam com quem responde por elas. Explicamos essa fronteira em o que dá e o que não dá para delegar à IA.
Por onde começar
Pegue um edital antigo, de uma licitação que já terminou, e rode o fluxo nele. Compare a lista do agente com a lista que o seu time montou na época. A diferença entre as duas mostra quanto você pode confiar e o que precisa ajustar nas instruções.
Para ver onde o agente entra entre automações simples e IA, leia as 3 camadas de automação do ClickUp.
Quer montar um fluxo de editais no seu ClickUp? Converse 30 minutos com a Audatia.
Fontes
- ClickUp no YouTube, How ClickUp Super Agents Extract Attachment Content into Clear Line Items (23/01/2026)
Os vídeos citados são do canal oficial da ClickUp no YouTube. Os resumos são da Audatia e o que aparece como leitura nossa é opinião. Recursos e planos do ClickUp mudam com frequência; confira o estado atual antes de decidir.


